.do que não sei.

.não posso dizer do silêncio. nem das horas estranhas – quando me perco e sinto que é outro quem me mora. não posso adiar minha imobilidade. nem mover meus dentes quando canto. gostaria de levar o mar comigo depois que sou orla. gostaria que lembrasse de mim alguém de quem agora lembro. gostaria de manter as costas abertas para receber asas. gostaria de cansar de descansos. mas tudo em volta é paz rouca. leveza áspera. farpa suave. e minhas palmas só querem caminhar com outras.

~ por paulo amoreira em Agosto 22, 2008.

Uma resposta to “.do que não sei.”

  1. gostaria de manter as costas abertas para receber asas.

    saudades das nossas trocas, conversas e sorrisos.

    sauadade de pensar junto.

Deixe uma resposta