.silêncio.

.vencido. entregue ao aqui como pássaro em plena queda. que parte do que calou exauriu todas as palavras do mundo?. podiam espaços macios entre as vestes manter caindo o que despenca por dentro?. nenhuma lembrança prevaleceu. nenhuma dança assimétrica desmontada de ossos e partituras. nenhuma seta acesa no cimo vulto que traz dentro dos olhos. apenas gosto abismo e lassidões abissais povoando de abandonos todas as horas abortadas.

.morrer pode ser luz?. que pode tocar esse aberto esparramado de medo?. toda vertigem de ser inteiro.

.em cada pedaço.
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*ouvindo “as montanhas”, de madredeus.

~ por paulo amoreira em Abril 4, 2008.

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