.contra a corrente.
.esperei que viesse mas não veio. quem sabe esqueceu o caminho – enquanto dissipava mãos outras corpos outros olhares outros. quem sabe esperou que eu chamasse novamente. como chamo quase sempre. principalmente quando a tarde cai silenciosa e billie derrete um blues. talvez esteja agora mesmo procurando a minha porta. indecisa entre o que é e o que sonha. será que é ela quem está agora me sonhando o que me sou?.
.apenas flutuo contra a corrente. ela não está e talvez nunca chegue. ou talvez já esteja mas não consiga me ver. ainda que eu a veja em todos os cantos onde me perco de mim.
.ela – minha poesia – não quer mais me dizer porque estou aqui.
.o que posso respirar sem saber?.

…o tanto que te sabes sem te ver é o tanto que em ti mora tua alegria… o tanto que te sonhas sem dormir é o tanto que se respira poesia…
…é teu o ‘tudo’ o ‘quanto’… a janela das palavras aladas…
espera?
poesia?
saber?
até onde a poesia salva? aé onde condena?
gostei do seu comentário
.por que tantos pontos.?
.ponto inicial e final.
“Quan-tas vezes dirás: vida, vésper, magma-marinha/E quantas vezes direi: és meu.”
quantas vezes direi que a poesia é minha, só minha. Como se tudo tivesse escrito pra eu ler, acho que é loucura. Enfim é poesia e eu gosto